Domingo, 20 de Fevereiro de 2005
O Comércio e a campanha eleitoral
O Comércio foi, sem dúvida nenhuma, a actividade económica que não mereceu comentários ou propostas de nenhum dos candidatos às legislativas de Fevereiro de 2005. É como se não exista. Penso que os partidos politícos só dão importância à grande distribuição ( os hiper-mercados distribuem quase de tudo, de ourivesaria a batatas, de relógios a yogurts, de informática ao pronto-a-vestir e calçado, etc, assim como pelos centros comerciais promovidos pelas imobiliárias transnacionais apostadas na globalização das grandes marcas de moda e grande consumo).
Não tendo havido a capacidade reformadora dos diversos governos desde o do Bloco Central para alterar a legislação do arrendamento comercial, o resultado está à vista de todos nós - rendas comerciais na Baixa de Lisboa a 14.000$00 / mês por 60 metros quadrados na Rua Augusta. Com rendas deste valor o tecido comercial tem vindo a definhar, abrindo caminho para as grandes imobiliárias investirem sobre os escombros do comércio tradicional.
Falando da Câmara Municipal de Lisboa e a sua influência e responsabilidade neste estado de coisas, o Dr. Pedro Santana Lopes chegou a falar em fundos imobiliários para revitalizar a Baixa pós-incêndio do Chiado, pós-desaparecimento do parque de estacionamento do Terreiro do Paço, pós-obras do parque de estacionamento do parque automóvel do Martim Moniz, pós abertura do Colombo, pós-abertura das infindáveis obras do Rossio e Praça da Figueira, pós-intermináveis obras do Metro e famoso túnel do Terreiro do Paço, pós-desvio das estações dos barcos para a travessia do Tejo do Cais das Colunas para o Cais do Sodré, para finalmente o fecho do túnel de Campolide cuja linha ferroviária despejava diáriamente centenas de milhares de clientes da Baixa na Estação do Rossio e que na melhor das hipóteses estará operacional a partir de meados de 2006. Acerca deste Túnel Ferroviário de Campolide estamos perante um caso idêntico ao da Ponte de Entre os Rios - durante anos as entidades competentes não fizeram as obras de manutenção necessárias para manter em bom estado estas infra-estruturas - em vez disso entretiveram-se a desmembrar as instituições em várias Empresas Públicas , Institutos Públicos, etc criando mais lugares de chefias e não só, causando uma perca de operacionalidade e destruindo competências que as antigas entidades comprovadamente davam provas de possuir.
Estou curioso para ver o que vai acontecer à Baixa Pombalina como zona comercial assim como acompanhar todas as futuras averiguações e inquéritos que forçosamente se irão fazer sobre as actuações dos diversos executivos, quer da Câmara Municipal de Lisboa quer dos diversos Governos.


publicado por mercador_da_baixa às 19:57
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